Cerca de 1.400 hectares de área verde compõem o Parque Estadual do Utinga Camilo Vianna, que é uma opção de lazer, relaxamento, recreação, contato com a natureza e práticas de esportes ao ar livre em Belém. A Unidade de Conservação segue todas as medidas sanitárias preventivas de combate à Covid-19 e oferece um ambiente seguro e tranquilo que contribui para o bem estar físico e mental da população.

“O Parque do Utinga é um dos fragmentos florestais representativos da floresta amazônica em Belém. Aqui, as pessoas podem respirar um oxigênio mais puro em meio à natureza, que reflete no componente fisiológico e mental das pessoas. A vegetação exótica e beleza natural do ambiente provoca sentimentos de bem estar”, afirma Waldemar Júnior, biólogo do Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará (Ideflor-bio). 

O Parque é um ponto de equilíbrio para a qualidade ambiental da cidade, especialmente, pela localização em meio ao ambiente urbano. “Convidamos à população a frequentar o Parque. Em meio à pandemia, muitas pessoas ficaram mais estressadas e desenvolveram problemas como ansiedade e depressão. Contemplar a natureza ajuda nesse processo e garante maior qualidade de vida para a população”, afirma o representante do Ideflor-bio.

Além da beleza natural do espaço, o Parque é responsável pelas melhorias das condições microclimáticas; preservação da biodiversidade e proteção de toda a água que é tratada e distribuída para a grande maioria das residências da capital (cerca de 70% das residências). O Utinga é considerado também como uma sala de aula a céu aberto, na qual projetos de monitoramento da fauna e flora também são desenvolvidos, e promovem educação ambiental. 

Para o gestor ambiental, Augusto Jarthe, a educação ambiental forma cidadãos mais conscientes e participativos, que desenvolvem a responsabilidade socioambiental. “É um processo contínuo de formação da cidadania e de desenvolvimento da mentalidade crítica dos cidadãos. Queremos que as pessoas sejam mais comprometidas com as suas posturas e adquiram comportamentos sustentáveis em suas rotinas”, ressalta.

PESQUISA

O Parque do Utinga constitui também um centro de desenvolvimento de inúmeros projetos de monitoramento da biodiversidade. Um deles é o projeto de levantamento e monitoramento dos répteis e anfíbios do Parque do Utinga, que tem como objetivo mapear as espécies da unidade. Desde 2014, 98 espécies já foram identificadas pelo grupo multidisciplinar responsável. Estima-se que 125 espécies tenham seu habitat no território do parque.

Segundo o gestor ambiental, já foram coletados 35 anfíbios entre Anuros (sapos, pererecas e rãs), Caudata (salamandras) e Gymnophiona (cobras-cegas e cecílias); e 63 répteis, distribuídos entre Anfisbenas, Lagartos, Serpentes, Jacarés e Quelônios.

“O Parque Estadual do Utinga é absolutamente essencial a Belém e ao Estado. São inúmeras as contribuições que disponibiliza à nossa população. Toda essa riqueza natural é fundamental para o equilíbrio e para a qualidade ambiental da cidade”, ressalta Augusto Jarthe.

Foto: Mauro Ângelo/Diário do Pará

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