O Hospital Universitário João de Barros Barreto (HUJBB), referência no Estado na área de infectologia, informou que está intensificando o preparo para tratar e conter os possíveis casos que chegarem. A instituição informou que, desde janeiro vem se ajustando para o recebimento de possíveis casos do COVID-19. Para isso os fluxos de atendimento já foram definidos e os profissionais treinados para lidar com possíveis pacientes vítimas da doença. O Hospital é vinculado ao Complexo Hospitalar da Universidade Federal do Pará (UFPA) e à Rede da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh).

A unidade informou que há profissionais da infectologia disponíveis em regime de plantão para receber os pacientes, e leitos de isolamento já estão reservados, onde os pacientes poderão aguardar até a confirmação ou descarte do diagnóstico. Além disso, o hospital fará uma simulação de atendimento real para ajustar qualquer dúvida que ainda esteja presente sobre o fluxo de atendimento e uso de materiais.

A Superintendente do Complexo Hospitalar da UFPA/Ebserh, Regina Feio Barroso, explica que o hospital possui estrutura adequada e profissionais qualificados para o manejo desses pacientes, e por isso não há razão para pânico. “Desde que foram anunciados os primeiros casos suspeitos no Brasil, o hospital vem se preparando, com o apoio da SESPA e da Ebserh, para receber esses pacientes, por isso a entrada deles é por fora do prédio principal, para que não haja possibilidade de contato com outros pacientes, servidores e estudantes que fazem parte da nossa comunidade hospitalar”, ratifica a gestora.

O infectologista Lourival Marsola ressalta que a prevenção é muito importante, principalmente neste momento delicado quando já temos um caso confirmado no Brasil. “Lavar bem as mãos com água e sabão ou higienização com álcool gel, limpar bem as superfícies, cobrir a boca ao tossir e espirrar são as recomendações básicas”, explica o médico. Ele ressalta que, apesar dos sintomas se assemelharem muito aos de outras doenças respiratórias como a influenza, um caso suspeito se define em três situações: quando há viagem para países com casos confirmados, e quando há contato direto ou em laboratório com uma pessoa que veio de um desses lugares.

GRIPE

A campanha nacional de vacinação contra a gripe será antecipada para 23 de março, afirmou o ministro da saúde Luiz Henrique Mandetta em entrevista coletiva na tarde desta quinta-feira em São Paulo. De acordo com o Ministério da Saúde, a campanha seria realizada em abril, mas foi antecipada por causa do novo coronavírus. “Definimos que é possível e trabalharemos para o dia 23 de março, antecipando em 23 dias a data prevista original para essa campanha da vacina contra gripe”, diz Mandetta.

Serão disponibilizadas 75 milhões de vacinas pelo Butantan, uma produção recorde, segundo as autoridades de saúde. Em 2019, o Instituto Butantan forneceu ao Ministério da Saúde 65 milhões de doses da vacina influenza trivalente (H1N1, H3N2 e B). Segundo o ministro, a vacina dá cobertura de 80% contra cepas de influenza, “que são milhares de vezes mais comuns”. Apesar de serem vírus diferentes - a gripe é causada pelo influenza, principalmente os subtipos A e B - os sintomas são parecidos e podem deixar a população confusa e sobrecarregar o sistema de saúde.

De acordo com a pasta, neste ano serão distribuídas 75 milhões de doses, recorde nacional. Elas são fabricadas pelo Instituto Butantan. O público-alvo da campanha deste ano será ampliado. No ano passado, a recomendação era vacinar crianças de seis meses a menores de seis anos; mulheres que deram à luz há menos de 45 dias; idosos; profissionais de saúde; professores da rede pública ou privada; portadores de doenças crônicas; povos indígenas; pessoas privadas de liberdade; e portadores de doenças crônicas (HIV, por exemplo). “Esse ano vamos fazer outros grupos que não só os idosos. População presidiária completa, agentes presidiários, ampliação de segmentos para diminuir circulação epidêmica”, conta.

Diário do Pará

Pacientes infectados com o novo coronavírus são vistos em um hospital improvisado, convertido de um centro de exposições em Wuhan, província de Hubei, na China Central. Foto: Gov Cn/Fotos Públicas

Conteúdo Patrocinado

MAIS ACESSADAS