A menos de 60 dias do fim do ano, chegamos na época em que

mundialmente o comércio vê um aumento exponencial de vendas graças as

comemorações do período, como o Natal. E o pontapé inicial  é a Black Friday, mega liquidação tradicional

do mercado norte americano que, nos últimos 10 anos, ganhou força no Brasil,

mas sempre esteve envolvida em polêmicas, reclamações, virando inclusive motivo

de piadas e memes.

Segundo dados da Associação Brasileira de Comércio

Eletrônico (ABComm) e da consultora Ebit/Nielsen, a Black Friday de 2019 deve

gerar somente no e-commerce um faturamento acima dos R$ 3 bilhões, crescimento

estimado de 18%, comparado ao mesmo período de 2018.

Mas com essa crescente de ofertas e a procura de

“oportunidades imperdíveis”, como o consumidor pode se prevenir e não cair em

armadilhas? O consultor e especialista em Direitos do Consumidor, Moysés

Bendahan, dá dicas e lições de como os consumidores e também as lojas e os

fornecedores podem se precaver e não se envolverem em crises nesse período.

“Quem quer comprar e aproveitar as ofertas desse período sem

dores de cabeça, precisa estar atento a detalhes importantes, alguns na verdade

são bem básicos, como: ver se uma loja online tem no seu site dados como CNPJ -

que você pode consultar também no site da Receita Federal – se eles tem ainda

telefones, endereços e atendimento SAC, se o site está no modo de segurança https.

Esses são os primeiros passos”, ressalta.

Bendahan destaca ainda que, o consumidor deve ficar de olho

em comportamentos que possam parecer “bons demais”, desconfiando de preços

muito abaixo do mercado, a exemplo de um produto, que normalmente custa mil

reais, mas que na promoção está por duzentos reais. Desconfiar se a loja tem

muitas reclamações em sites de reclamações – como o Reclame Aqui.

Para o caso de compras online, também é sempre importante

conferir o prazo de entrega, lembrando que se sua região é distante do Sudeste

- onde geralmente ficam os estoques físicos das principais redes lojistas -

saber se a taxa de entrega vale à pena, pois é comum casos em que o frete da

entrega é mais caro que o próprio produto, além de que, é importante evitar o

super endividamento, tão comum hoje no país.

“Os principais erros da loja ou fornecedor do produtor,

geralmente estão relacionados à falta de atenção aos prazos de entrega

acertados com o cliente, o não cuidado com o “direito do arrependimento”, que

dá ao consumidor 7 dias para devolução, em caso de compras não presenciais. No

caso de vendas direto no estabelecimento, eles devem dar informações adequadas

com relação ao prazo e condições de troca, além de que, em qualquer caso,

sempre devem dar ao consumidor um protocolo de atendimento em reclamações para

que ele tenha mais agilidade na sua resolução”, destaca Bendahan.

É sempre importante e fundamental, que as empresas entendam

que devem treinar suas equipes de vendas e de atendimento ao cliente, tratar

com cortesia – seja qual for a situação – estar por dentro dos deveres e

direitos tanto da empresa/fornecedor, assim como os do cliente, não prometam

prazos que não possam cumprir, estabelecer um bom canal de atendimento (SAC) e

que ele conheça o Código de Defesa do Consumidor, ter cuidado para que suas

propagandas sejam as mais transparentes possíveis, não fazer ofertas que não

possam cumprir e nem dar descontos vazios.

Mas se mesmo assim, o consumidor se envolver em uma crise

com uma loja, onde não consiga achar uma solução, ele deve ir ao Procon,

levando o número do protocolo de contato feito com o fornecedor, documentos

referentes à reclamação, comprovante de endereço, RG e CPF, mas se ainda assim,

não estiver satisfeito, ele deve procurar a Justiça de Pequenas Causas.

Conteúdo Patrocinado

MAIS ACESSADAS