O militar brasileiro ainda não identificado que foi preso em 2019

na Espanha com 39 quilos de cocaína, quando viajava no avião

de apoio do presidente Jair Bolsonaro, irá cumprir seis

anos de prisão no país ibérico. Ele aceitou cumprir a pena proposta pelo

tribunal espanhol esta segunda-feira (24), informou o Judiciário daquele país.

“A

Promotoria reduziu o pedido de prisão de oito anos para seis anos e um dia e a

defesa do militar aceitou esta pena”, afirmou o porta-voz do tribunal de

Sevilha (Andaluzia), local do julgamento do sargento da Aeronáutica.

O

militar foi detido em junho de 2019 com 39 quilos de cocaína em sua mala quando

fez escala em Sevilha em um avião de apoio da comitiva de Bolsonaro, que

viajaria ao Japão para reunião do G20.

Na

ocasião, Bolsonaro classificou o fato como “inaceitável”, exigiu uma

investigação e “punição severa ao responsável”. A Força Aérea Brasileira (FAB),

responsável pela segurança do avião, anunciou o reforço das medidas de controle

para prevenir este tipo de ilícito.

De

acordo com a imprensa, o sargento, que entrou para a FAB em 2000, realizou pelo

menos 29 viagens no Brasil e ao exterior desde que ingressou em 2010 no Grupo

de Transporte Especial (GTE), que é responsável, entre outras funções, por

transportar a cúpula do governo.

Droga foi encontrada na mala do militar, que, apesar do crime grave, nunca teve sua identidade revelada pelo governo. Foto: Reprodução

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