“Filho emocionalmente saudável requer pais na mesma

frequência”. É o que alerta a terapeuta integrativa, habilitada em Constelação

Familiar e Hipnose, Carmen Sisnando.

Segundo Carmen, saúde emocional é um bem-estar em relação a

si mesmo, a qualidade das relações e a capacidade de enfrentar conflitos e de

se reconstruir de fracassos.Setembro Amarelo: Como ajudar uma mãe com depressão pós-parto?Alimentação infantil: o que fazer quando a criança não come?“Não é a ausência de problemas e sim a forma como reagir a

esse estresse, portanto, estimular na criança o desenvolvimento da mente

positiva, autoconfiança, amor à vida, aprendizagem de novas coisas a cada dia,

rir e crescer com os próprios erros e adversidades é o melhor caminho”, explica

a especialista.

Carmen destaca ainda a importância de buscar o caminho da

mente saudável para assegurar o ambiente equilibrado e seguro. “Ninguém nasce

adulto e ninguém vive no futuro, todos somos uma construção diário de amor”.

Terapeuta destaca a necessidade do bom senso e da paciência para educar com amor. Divulgação

Segundo a terapeuta, cada fase demanda novas habilidades por

parte dos pais, resultando na insegurança se estão ou não pelo caminho certo. No

entanto, ela enfatiza que o processo de aprendizagem ocorre a todo momento, por

meio das vivências do dia-a-dia e da exploração do mundo em descoberta, através

dos sentidos (cheirando, tocando, saboreando, sentindo, ouvindo).

Otite: Ouvido inflamado? Pediatra explica como reconhecer e tratarDisciplina positiva: entenda os benefícios e como aplicá-la na educação dos filhos“É o momento onde o adulto tem grande importância ao

orientar e estimular a criança, respeitando os limites da faixa etária. Os

adultos são os modelos a serem espelhados porque, mesmo sem querer ensinar, o

processo está acontecendo por meio da observação, que é perceptível na

reprodução da fala, gestos e atitudes da criança. A formação moral, o respeito

ao outro e o convívio social é de responsabilidade do núcleo afetivo. Em

seguida, vem o conhecimento formal e sistematizado que deve ser uma continuidade

dos valores constituído na formação moral”, explica.

Mas, afinal, como proporcionar ao filho uma educação de

qualidade, que os ajude a serem mais felizes e emocionalmente bem-sucedidos

Segundo a terapeuta, normalmente a felicidade é medida pelo

que é visto ou quantificado, no entanto, para ela, trata-se de “um sentimento

interno, uno, incomparável e imensurável”.

“O que faz uma pessoa feliz certamente não é o mesmo para

outra. Nessa linha, a educação de qualidade é aquela em que respeita-se o outro

em suas escolhas”, destaca.

Aos pais, segundo a terapeuta, fica a difícil arte de

mostrar possibilidades sem imposição e saber que os sentimentos de frustração,

perda e decepção precisam ser vivenciados para o fortalecimento emocional do

filho. “Os filhos precisam ter, nos pais, o porto seguro para voltar,

recarregar as forças, seguir e voltar, sempre”, ressalta.

Gabriel Caldas

Para Carmen, não há uma receita pronta de como educar

melhor os filhos, no entanto, ela destaca a necessidade do bom senso e da

paciência para educar com amor.

“Ao nascer, a criança é totalmente dependente

dos adultos e as necessidades básicas precisam ser atendidas plenamente. Passado

esse momento de dependência, considero a regra básica estimular a autonomia e

independência dos filhos, com regras e limites, respeitando a faixa etária e a

individualidade de cada um”, orienta.

A terapeuta recomenda a sincronia entre os

pais, principalmente entre os divorciados, na construção das regras e limites

que evitam a confusão mental dos filhos e a “criação” do bonzinho (aquele que

tudo permite) e o malzinho (que exige o cumprimento).

“Os pais precisam dialogar sobre a educação

dos filhos, evitar as divergências e desautorizações para que não se

desconstitua a autoridade e, sobretudo, os pais precisam dar exemplo e viver

dentro das normas acordadas. Os pais que respeitam um ao outro, educam os

filhos para respeitar o outro e as relações tornam-se harmoniosas”, explica. Reportagem: Andressa FerreiraMultimídia: Gabriel CaldasEdição: Enderson Oliveira

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