Localizada na cidade marajoara de Chaves, a Fazenda Aruans

possui um projeto bubalino composto por mais de quatro mil cabeças. Para o

médico veterinário Antônio Francisco de Araújo, que chegou no Pará no ano de

1974, com o objetivo de abrir uma filial da Bayer na região norte, o ano não

poderia ter sido melhor. Com tradição familiar na área da pecuária, Antônio

adquiriu primeiro uma fazenda no município do Acará, iniciando a criação de

gado Nelore. Mas no ano de 2006, se rendeu aos encantos do Marajó, arquipélago

que possui o maior rebanho de búfalos do Brasil, com aproximadamente 600 mil

cabeças, de acordo com dados recentes do IBGE.Em menos de 10 anos, o negócio começou a prosperar. O

sucesso da Fazenda Aruans fez com que Antônio de Araújo ampliasse o negócio,

fundando mais quatro fazendas, distribuídas em Soure, Santa Cruz do Arari e

Chaves, e que totalizam mais de 9 mil cabeças em 60 mil hectares. “Nesses 13

anos, investi muito em melhoramento genético e sanidade animal, e isso foi

determinante para o sucesso. Fez com que nossa relação com os clientes seja de extrema

confiança, e fazemos questão de mostrar a forma com que tratamos nossos

animais”, diz Antônio de Araújo.

A busca pela melhor qualidade do búfalo se transformou em um paradigma para Antônio Araújo Divulgação

Ele faz novas projeções para 2020. “O objetivo é sempre

crescer, pretendemos alcançar novos mercados, os produtos bubalinos estão em

alta, e com as novas legislações nós podemos atender uma demanda muito maior”,

diz, se referindo às recentes legalizações do queijo artesanal do Marajó para

dentro do Pará e para outros estados, através do selo Arte. A partir

principalmente do próximo ano, a tendência é que a demanda por estes e outros

produtos derivados de bubalinos aumente consideravelmente.

O búfalo é o símbolo do Marajó e também é a paixão de um veterinário, que cria o animal com muita pesquisa e dedicação em suas fazendas na ilha Foto: Divulgação

Conteúdo Patrocinado

MAIS ACESSADAS