Walter Kannemann criticou as demissões em série no Grêmio. Nesta sexta-feira (17), o zagueiro concedeu entrevista coletiva com frases duras sobre o desligamento de sete profissionais do departamento de futebol do clube.O argentino chegou a dizer que as saídas "dão raiva". As mais recentes demissões no Grêmio foram de Rogério Godoy, preparador de goleiros, Rogério Dias, preparador físico, e João Paulo Fontoura, assessor de imprensa."Eu estou muito triste, chateado com o que tem acontecido. Com a saída e o jeito da saída de pessoas que deram muito pelo Grêmio, pessoas com dez ou 15 anos de Grêmio. Pessoas que sempre pensaram no clube, na camisa. Que tentaram sempre fazer o melhor pelo clube. É muito triste. Pessoas que sempre pensaram no clube antes do pessoal. Mostro meu respeito, agradecimento a todos eles e desejo força para que eles continuem a vida deles", disse."Dá raiva também ver as pessoas saindo. Eles me mostraram o sentimento de ser gremista. Dá raiva ver algumas pessoas como eles saírem e outras, que não trabalham desse lado e, sim, do outro, ficarem com atitudes que não representam essa camisa. Não considero as mudanças normais, pelas pessoas que deram tanto ao clube, mas acontece. O clube vai continuar, mas não queria deixar passar isso", completou Kannemann.Em outro trecho da entrevista, o zagueiro voltou a mostrar apoio aos demitidos e criticar a decisão da diretoria. "Para conseguir títulos, manter o nível e brigar sempre lá em cima, não basta só trabalhar e dar o máximo; tem que ter um 'plus' e as pessoas que foram embora davam isso. A gente fica triste quando pessoas assim saem e outras, diferentes, continuam. Acontece em vários clubes, mas não dá para deixar passar", reiterou o zagueiro.No dia anterior à entrevista de Kannemann, o Grêmio justificou as demissões como ato de gestão. Romildo Bolzan Júnior, presidente do clube, concedeu entrevista coletiva e argumentou como avaliação global.

Foto: Divulgação / Grêmio

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