Com a vantagem de poder até empatar, por ter vencido o primeiro jogo, o PSC recebe hoje à noite o Nacional-AM na Curuzu, valendo pela primeira fase da Copa Verde. É o tipo do jogo sob medida para sacramentar classificação no torneio e ao mesmo tempo injetar ainda mais confiança ao time para o clássico de domingo pela Série C.É certo que o técnico Hélio dos Anjos vai optar por um time mesclado. Ainda assim, os efeitos de uma vitória categórica se espraiam sobre a caminhada no Brasileiro.O efeito de uma classificação hoje é tranquilizador para a torcida. Faz com que se avalie que os reservas estão preparados para assumir responsabilidades na equipe principal, caso isso seja necessário. Contribuirá ainda para turbinar a invencibilidade (13 jogos no momento) que começou com a chegada de Hélio dos Anjos.Na escalação, Giovanni é mantido no gol, com a linha de zaga formada por Bruno Oliveira, Perema, Victor Oliveira e Diego Matos. Hélio deve compor o trio de meio com Anderson Uchoa, William (Wellington Reis) e Tiago Luís. No ataque, Elielton, Jheimy e Vinícius Leite (Diego Rosa).Um time mais encorpado e com mais titulares do que no primeiro confronto, na semana passada. Obviamente, a proximidade com o Re-Pa decisivo influi no planejamento para o jogo. Titulares como Tony, Léo Baiano (autor do gol em Manaus) e Tomas Bastos serão preservados.A vitória na estreia mostra-se bastante positiva para o Papão. O técnico ganhou a condição de poder administrar a partida com o Nacional, sem expor jogadores importantes para garantir a passagem de fase. O Remo, por exemplo, precisará lançar mão de um time reforçado amanhã para fazer dois gols de vantagem sobre o Sobradinho, no Mangueirão.Quando a fase é auspiciosa, tudo conspira a favor. É o que acontece presentemente com o PSC, que ajustou o time principal e conta hoje com reservas que evoluíram tecnicamente desde a chegada de Hélio dos Anjos. Até Tiago Luís dá sinais de motivação, fator que pode ser importante no esforço final pela classificação na Série C.Juventude empata e ganha torcida da dupla Re-PaFicou mais simples a caminhada da dupla Re-Pa rumo à classificação para a fase de mata-mata da Série C. O Juventude empatou em 2 a 2 com o Volta Redonda, ontem à noite, no estádio Raulino de Oliveira, e garantiu classificação no grupo B, com 28 pontos.Era o placar desejado por azulinos e bicolores. Caso vença o Ypiranga, no próximo domingo, em Caxias do Sul (RS), o Juventude se consolida no primeiro lugar e garante automaticamente a classificação dos representantes paraenses, seja qual for o resultado do clássico no Mangueirão.Tudo porque o empate no Re-Pa deixará PSC com 28 pontos e o Remo com 27. Ambos não poderão mais ser alcançados pelo Ypiranga (25). O quarto classificado sai do confronto São José (25) x Volta Redonda (25).A vitória do Juventude permite até que o Remo, mesmo se for derrotado, se classifique em 4º lugar, pois superaria o Ypiranga na pontuação. Um empate entre São José e Voltaço classificaria o time do Rio pelo número de vitórias (6 a 5).Tudo isso, obviamente, fica a depender da disposição do Juventude para encarar o combalido Ypiranga e assegurar a primeira colocação no grupo, que dá vantagem na ordem dos jogos do mata-mata.Existem outros desdobramentos possíveis, ao gosto dos estatísticos, mas até domingo muitos cálculos serão minuciosamente esquadrinhados. A questão é não esquecer que, quando a bola rola, não há mais matemática possível.Para aquele torcedor mais impaciente, aqui vai o resumo da ópera: Vitória do Juventude (que joga em casa), os dois classificam. Empate entre São José x Volta também classifica a dupla se empatarem no Mangueirão. O Papão fica fora caso Remo e Ypiranga vençam. O Remo fica fora se PSC e Ypiranga vencerem.O Instituto DataNogueira mantém sua projeção: Juventude, PSC, Remo e São José classificados, não necessariamente nesta ordem.Mudanças para tornar o VAR mais transparenteCom críticas de todos os lados à utilização errada do VAR, a CBF apresenta como novidade a liberação da imagem que o árbitro consulta quando é chamado naquela casinhola à beira do campo.Pode ajudar a deixar o público a se informar melhor sobre a decisão do apitador, mas não indica que a parcimônia na análise vá diminuir. E o grande problema está na demora na revisão e na tomada de decisão.Fica pior ainda quando, após longa meditação em frente ao monitor, o árbitro toma a decisão errada, como tantas vezes já aconteceu no Brasileiro da Série A.Sobre isso, a comissão de arbitragem argumenta que os erros diminuíram em quase 90% com a adoção do VAR, percentual que é difícil de convencer os mais céticos e os times prejudicados por lambanças dos apitadores.  Em 2018, o campeonato apresentou 88 erros (seis por rodada). Agora, teriam ocorrido apenas 10 erros (menos de um por rodada).Não se falou sobre aqueles lances que os árbitros de campo e os juízes de vídeo se recusam a reavaliar. Como no domingo, naquele penal indecente do goleiro do São Paulo sobre o atacante do Ceará. Ou na falta sobre Paulo Henrique Ganso, do Fluminense, dentro da área do CSA.A falha no jogo do Flu foi pior ainda porque em função da omissão do árbitro o lance prosseguiu e, na sequência, o time alagoano marcou o seu gol. Duplo castigo para os tricolores, com prejuízo adicional para o técnico Fernando Diniz, sumariamente demitido após a derrota.

O clássico do próximo domingo pode ter ajuda vinda do outro lado do País Foto: Jorge Luis/PSC

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