A folia de Carnaval consegue conquistar gerações ao longo do tempo e na capital paraense não é diferente. Aos 400 anos, a cidade de Belém ainda guarda um pouco na sua memória, os tradicionais bailes de máscaras, um costume muito tradicional no meio do século passado.

Segundo os historiadores, o Carnaval começou em Belém por introdução dos portugueses. Na festa conhecida como “Intrudo”, os foliões atiravam um líquido inofensivo uns nos outros sem qualquer tipo de acompanhamento musical.

Em 1848, o Carnaval de Belém começa a ganhar novas formas de divertimento. Bailes de carnaval com guerra de confetes e as tradicionais marchinhas ganhavam força no centro da cidade, onde era o ponto da folia em Belém. Até hoje, alguns clubes sociais realizam os bailes de Carnaval. A imprensa da época acompanhava de perto a folia.

(Jornais da época falam sobre a folia de Belém. Foto: Divulgação)

Aos 60 anos, Carmen Gonçalves diz que sempre morou no bairro da Cidade Velha e presenciou o período da grande concentração do Carnaval paraense. “Vários grupos de Carnaval se encontravam na Praça da República e o objetivo era colocar o bloco na rua. Algumas pessoas faziam a sua fantasia e do companheiro, sem fins lucrativos e cada um saia de um ponto em direção ao local”.

Dona Carmen conta ainda alguns blocos e como eram os dias de folia na capital. “Existia o bloco do Guarda Chuva, Unidos da Vila Farah, Unidos do Reduto, Bloco Cirúrgico e outros. Os blocos faziam a festa pela manhã e a noite existiam os bailes de carnaval nos clubes sociais como Tuna, Pará Clube, Remo e Paysandu”.

Com a introdução do samba e o surgimento das escolas de samba, o carnaval de Belém se tornou o terceiro maior do país ficando atrás de Rio de Janeiro e São Paulo. O ponto da folia já não era mais a Praça da República e sim, a Doca de Souza Franco, que recebia cerca de 30 mil pessoas no dia do desfile.

Por vários anos, o palco foi a consagração de um dos grandes nomes do Carnaval paraense. O compositor Fernando “Gogó de Ouro” conquistava o público com vários sambas-enredos que renderam títulos e momentos únicos em 40 anos de carreira.

(Fernando Gogó de Ouro é considerado um dos grandes nomes do carnaval de Belém. Foto: Acervo Pessoal)

“Foram grandes momentos, como em 77 que falava do Largo de Nazaré, em 96 no jubileu de ouro do Quem São Eles conquistamos o título e ser denominado o sambista nota 10, recebendo a premiação por meio de uma placa de intérprete”.

(Sambista marcou nome na história do carnaval de Belém. Foto: Acervo Pessoal)

Nome consagrado no Carnaval do Pará, Fernando Gogó de Ouro acredita que o carnaval de Belém voltará aos dias de glória. “Voltaremos a ser o terceiro maior carnaval do país, pois temos artistas com grande talento e a cada ano, fazem o espetáculo ficar mais bonito com sua criatividade. Hoje vejo com muita alegria ter deixado um legado importante para a história do Carnaval de Belém”.

Por alguns anos, o carnaval paraense teve fatos que ficaram na história da cidade de Belém.

(Diego Beckman/DOL)

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